imersa.
me corto com cada emoção
rosas com seus espinhos.
vento gelado na cara.
eu, que nem entendo gente.
gente, bicho, coisa. tudo o mesmo.
porque com tudo eu sofro.
por tudo eu morro.
por tudo eu me entrego.
Eu amo da forma mais intensa.
não sei ser medíocre.
não sei gostar pouco. não sei odiar pouco.
Minha balança desrregulada.
Injusta comigo nos meus afetos?
Odeio poucos. Amo muito.
Talvez...
Que se é então egoísmo querer ou amar a tudo mais que todo mundo ?
Quero o muito. Quero exacerbo. Exagero. Hipérboles.
Gastar redundâncias...E que me digam: Prolixa!
Direi que sou. Assumo com grito.
Porque vivo de entregas.
Não me submeto a menos.
Me assimilo ao mar, a lua, ao céu e a humanidade.
Quero viver e respirar até o último verso minha singela e perigosa intensidade.
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